O Partido Novo e a ética na política

Adriana Ventura, candidata a Deputada Federal, fala da importância do resgate dos valores básicos na política

Adriana Ventura na Paulista
Adriana Ventura em ação do Partido Novo na Avenida Paulista

Política e ética deveriam ser indissociáveis. Mas não é esta a percepção que nós, brasileiros, temos hoje. Diante das inúmeras investigações deflagradas pelo Judiciário e que colocam em cheque tanto membros do Poder Executivo quanto membros do Poder Legislativo, é primordial trazer a questão para a reflexão e debate – e até mesmo para o centro das discussões que envolvem as eleições de 2018.

Escolhi o Partido Novo por inúmeras qualidades, mas uma das mais importantes é a bandeira do resgate dos valores e dos princípios sólidos na gestão pública. E não é apenas frase de efeito de época pré-eleitoral: é um princípio que vem de uma necessidade profunda de mudança. Não dá para tolerar a corrupção e a falta de responsabilidade com a coisa pública (coisa pública = res pública = república).

Fui educada nesta retidão. Não por acaso meus pais escolheram um colégio jesuíta – São Luís – que professa valores fundamentais na Educação. Falo aqui, especialmente, do amor ao próximo – resultado de olhar o próximo, se colocar no lugar dele e de não entender o próprio bem sem junto construir o bem do outro. Calma, não falo aqui de evangelizar a vida pública, defendo que o Estado deva ser laico, mas apenas aponto que o valor principal de amor e respeito ao próximo pode ser balizador em uma prática política estruturada não em benefícios para o representante do povo (que a gente está cansado de ver todos os dias nos noticiários) muito menos em benefício de alguns grupos específicos, mas em benefício da Nação, para o Brasil, para o povo brasileiro.

Entre tantos valores importantes, selecionei alguns que são, para mim, sine qua non. Valores que sem os quais a minha prática política não existiria. Compartilho com vocês, depois do vídeo:

INTEGRIDADE
É preciso resgatar os valores mais básicos como o respeito, a honestidade e o cuidado com o próximo em todas as nossas atitudes – em casa, no trabalho, na vida. Essa integridade é essencial. Ela só acontece quando a ética na vida pessoal e a ética na vida profissional são regidas pelos mesmos valores e princípios. Uma pessoa íntegra é a mesma, não importa em qual situação – no seio familiar, no trabalho, na vida pública e até na partida de futebol (ou na torcida de futebol)… Nada de duas caras, duas morais, valores distorcidos ou elásticos. Integridade e ponto. É isso o que o Congresso Nacional precisa. De representantes cujas palavras e ações coincidam.

IGUALDADE DE OPORTUNIDADES
Que todo mundo parta da mesma base, ou seja, de uma educação de qualidade. De fato. Apesar de 99% das crianças e dos adolescentes estarem na escola, nem todos têm a mesma educação. Para poucos, a educação é de qualidade; para muitos, não. Indicadores como o IDEB e o PISA mostram que a maioria das crianças e dos adolescentes do Brasil não está aprendendo o que deve na escola. Como se a escola tivesse apenas uma função de assistência social – dar alimentação, atividade esportiva e segurança. Antes de qualquer coisa, o papel da escola é alfabetizar bem, ensinar matemática e ciências, entre outras disciplinas que construirão um repertório (ainda que básico) para que a criança e o adolescente de hoje sejam no futuro adultos instruídos, capazes e com autonomia.
Precisamos de uma verdadeira Educação de qualidade, de preferência integral – no tempo de escola – e integral na formação, uma educação que também alcance as habilidades socio-emocionais-culturais-artísticas… Apenas com uma base sólida conseguiremos diminuir a imensa desigualdade e ter mais indivíduos capazes de gerar a própria riqueza.

JUSTIÇA
Vamos continuar apoiando o Poder Judiciário, o Ministério Público, a Polícia Federal e o seu trabalho contra a impunidade e o privilégio de poucos. Não vamos esquecer que a Operação Lava-Jato trouxe à tona um sistema de corrupção envolvendo partidos políticos e grandes empresas. Partidos recebiam propinas para financiar campanhas políticas e empresas recebiam privilégios em licitações de obras. A precisa investigação do Ministério Público e da Polícia Federal brasileiro quebrou o mecanismo e nos fez acreditar que privilégios e impunidade teriam fim. Por isso, o apoio à Lava-Jato e a outras operações e investigações ajuda a solidificar a democracia.

PROTAGONISMO
O melhor do Brasil é o brasileiro. E não é apenas ao fazer esses memes engraçadíssimos nas redes sociais. O Brasileiro é um povo criativo, resiliente, corajoso e empreendedor. Não precisa de salvadores da Pátria, nem de líderes carismáticos, tampouco de Governos inchados e centralizadores. Precisa é de um sistema de Governo menos burocrático para que possa, mais facilmente, exercer o seu protagonismo, a sua capacidade de empreender e de construir a sua própria riqueza. Sem esmola.
Vamos diminuir a burocracia para que cada um possa gerar sua própria riqueza, sem interferência do Governo.

ESCUTA ATIVA
Os movimentos sociais que tomaram conta das ruas desde 2013 mostraram que ninguém pode se isolar em uma ilha chamada Brasília. O poder emana do povo e é preciso fazer uma política em permanente escuta e diálogo. O Deputado Federal é um representante e deve criar instrumentos para que seus eleitores possam apresentar suas questões. Por isso, escolhi para a minha pré-campanha o lema OUVIR PARA CONSTRUIR. Uma premissa de trabalho que pretendo levar até o Congresso.
Ouvir para construir: mais que um bordão é uma atitude. Cada pessoa, cada setor tem a sua necessidade específica e precisa ter sua voz ouvida.

DIVERSIDADE
Lidar com a diferença sempre foi um problema para os homens – não importa a cultura ou a época. Guerras começam por que culturas diferentes não conseguem entender o ponto de vista uma das outras. Acredito, porém, que com uma escuta desprovida de preconceitos e cheia de empatia é possível entender o outro. Colocando-se no lugar do outro – “vestindo o seu sapato” como dizem os americanos – é mais fácil entender o porquê de seu posicionamento, opinião ou modelo. Existe até um provérbio oriental que diz: “um inimigo é aquele cuja história ainda não se ouviu”. Diversidade, pluralidade só traz riqueza. E a aceitação de nossas diferenças é a base para uma nação próspera e pacífica, sem polarização.

INICIATIVA PRIVADA
Como empreendedora e professora de empreendedorismo acredito que a riqueza de um país está na capacidade de seus indivíduos gerarem riqueza. Ou seja: acredito em um Estado Democrático – um Governo – que preserve as liberdades individuais e incentive o empreendedorismo e a concorrência no livre mercado. Isso só é possível se mudarmos o atual modelo do Estado, diminuindo o seu tamanho e dando mais liberdade a seus indivíduos para que gerem riqueza. Com um Estado mais eficiente será mais fácil fazer a reforma tributária, para que, assim, os indivíduos possam ser beneficiados com menos impostos (isso é muito importante!) e melhores serviços (serviço público de qualidade!).