Por que entrar para a política?

Indignação e outros bons motivos para arregaçar as mangas e querer entrar para a política do Brasil

Candidatos do Novo em live: Ana Paula Lourenço, Professor Christian, João Amoedo e Adriana Ventura
Candidatos do Novo em live: Ana Paula Lourenço, Professor Christian, João Amoedo e Adriana Ventura

Por que entrar para a política?
Por que passar de eleitor a representante?
Por que dar esse passo à frente e agir?
Essas foram algumas das perguntas que me fiz enquanto considerava se saía ou não candidata a Deputada Federal pelo Partido Novo. E por mais que eu tentasse encontrar uma justificativa 100% racional, não consegui. Resolvi dar esse passo, não vou negar, por uma mistura de sentimentos:
muita indignação,
muita vontade de agir
e um pouco de loucura.

Da indignação
Tenho de recorrer a esse (triste e lindo) discurso de Ruy Barbosa sobre a República: “De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto…”. Pois é… a crise política e institucional brasileira é tão grave, mas tão grave que dá pra gente entender porque mais de 30% dos eleitores pensam em anular o voto ou votar em branco.

Está todo mundo com nojo da política. A Operação Lava Jato escancarou as entranhas podres do sistema. Membros do Poder Executivo e membros do Poder Legislativo em conluio com empresas gigantes beneficiadas em obras. Todos os dias notícias de dólares na cueca, de malas de dinheiro, de propinas, de triplex, de subornos, de caixa dois…

O dinheiro de nossos impostos escorrendo na corrupção e a gente penando pela falta de serviços de qualidade. A Educação segue entre as piores do mundo – com os alunos não aprendendo o que é o adequado para série. A Saúde continua uma catástrofe – e cada vez pior já que nos últimos 3 anos, 3 milhões de pessoas abandonaram os Planos de Saúde para usar o SUS. E a segurança? 60 mil pessoas assassinadas por ano (na Guerra da Síria morrem por volta de 40 mil ao ano).

Da atitude
É aí que entra a vontade de agir, de tomar as rédeas, de espalhar a palavra integridade, de mudar o jeito de fazer política. Sim, acredito que só resgatando os valores básicos teremos de novo orgulho de nosso Congresso Nacional. Só tendo um Legislativo focado em melhorar a vida do brasileiro – e não a vida dos políticos brasileiros e de seus grupos favoritos – é que o Brasil pode voltar a dar certo, a crescer.

 

Da loucura
Sim, estou um pouco louca para querer largar a minha vida estabilizada – sou professora universitária e empreendedora – e entrar nessa batalha. Mas não tem jeito. Quando a gente se dá conta do poder que tem para começar uma transformação, o poder de plantar uma semente, a gente já começa a ver a semente virando árvore e depois floresta.

É isso. Quero ajudar a construir um Brasil sem corrupção, onde impere o respeito pelo cidadão, onde se possa planejar a vida com estabilidade. Quero voltar a acreditar no Brasil. Quero voltar a ter orgulho de ser brasileira.